12/03/2021 20:53

Fenae volta a cobrar vacinação para os empregados da Caixa

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A retomada do pagamento do auxílio emergencial aumentou a preocupação das entidades representativas como a Fenae e a Apcef/MS em relação à proteção dos empregados da Caixa Econômica Federal, que estão na linha de frente de atendimento à população durante a pandemia, principalmente as pessoas de baixa renda que dependem de programas sociais.

O pagamento do benefício deve provocar o aumento do fluxo de pessoas nas agências bancárias, por isso, a Fenae voltou a cobrar, por meio de ofício enviado ao Ministério da Saúde nessa quinta-feira (11), a vacinação para os empregados da Caixa e para todos os brasileiros.

“O pagamento do auxílio emergencial volta num cenário de piora da pandemia. Sem vacinação para os empregados e para a população, a nossa preocupação é que as agências bancárias se tornem vetores de contaminação da covid-19”, explicou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

A Fenae já havia solicitado ao ministro Eduardo Pazuello, no dia 13 de janeiro, a inclusão dos trabalhadores do banco público no grupo prioritário para receber a vacina. A resposta do Ministério não foi positiva. Com a volta do auxílio e o agravamento da pandemia, a Fenae considerou urgente reiterar o pedido de vacinação.

A Apcef/MS também solicitou à Secretaria Estadual de Saúde a inclusão de empregados da Caixa no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. O pedido foi feito no dia 25 de fevereiro durante reunião entre o presidente da Apcef/MS, Jadir Garcia, e o diretor Jânio Santana, com o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende.

“As agências já estão lotadas e agora, com a volta do auxílio emergencial, o risco de contaminação será ainda maior para os bancários e para a população em geral. Os empregados da Caixa estão na linha de frente e precisam ser considerados prioridade no cronograma de vacinação o quanto antes”, destaca o presidente da Apcef/MS, Jadir Garcia.

Reforço dos protocolos de segurança nas agências

A Fenae também cobra da direção da Caixa o reforço aos protocolos de segurança para proteger os empregados e a população, como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), regime de home office para as pessoas que se enquadram no grupo de risco e outras reivindicações para assegurar a saúde e boas condições de trabalho.

A representante dos empregados no Conselho de Administração (CA/Caixa), Rita Serrano, explica que tem reforçado a necessidade de ampliação das medidas de segurança no CA.

“Pedi para a direção do banco tomar novas medidas para proteger os empregados e a população, como fazer campanha de conscientização, revisar os equipamentos de segurança, comprar mais equipamentos e orientar sobre o uso, além de dialogar com os empregados que estão em teletrabalho, pois são do grupo de risco. O banco se comprometeu com algumas questões, principalmente com uma campanha de conscientização”.

Por: Assessoria de Comunicação da Apcef/MS com informações da Fenae

Foto: Reginaldo de Oliveira/Martins e Santos Comunicação

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