Greve na Caixa começa com forte adesão dos empregados em Mato Grosso do Sul
Os empregados e as empregadas da Caixa iniciaram nesta quinta-feira, dia 10 de setembro, a greve, por tempo indeterminado. Na base de Campo Grande e região, cerca de 90% das agências estavam fechadas neste primeiro dia de paralisação.
O movimento dos trabalhadores se deve à rejeição, em assembleia nos dias 3 e 4 de setembro, à proposta da Caixa para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho aditivo.
Entre os principais pontos está o Saúde Caixa. Segundo a categoria, a proposta não apresenta uma solução para o grave problema de déficit do plano e ainda ameaça princípios históricos, como a solidariedade e o pacto intergeracional. Também há críticas à previsão de reajustes que aumentam de acordo com a idade dos participantes.
"O nosso movimento já deu resultado e a Caixa apresentou hoje uma nova proposta. Agora, aguardamos a validação do jurídico para submetê-la novamente à categoria. Vale ressaltar que a paralisação continua ativamente até que a assembleia seja realizada e, confirmando-se a rejeição, seguimos firmes na greve. O nosso objetivo é que a Caixa apresente uma proposta que de fato responda às reivindicações dos trabalhadores, especialmente diante da necessidade de garantir a sustentabilidade e os princípios históricos do Saúde Caixa", disse o presidente da Apcef/MS, Everton Espíndola.

A nova proposta da Caixa
As negociações entre a Caixa Econômica Federal e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) foram retomadas nesta quinta-feira (10), em São Paulo, com a apresentação de uma proposta final do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos empregados e empregadas.
De acordo com a proposta apresentada, a Caixa manteria as cláusulas negociadas nas mesas de 2026 e acrescentaria medidas relacionadas ao Saúde Caixa, remuneração e reconhecimento dos empregados. A proposta é válida até esta sexta-feira (11) e, segundo a representação dos empregados, precisa ser avaliada pela categoria dentro do prazo.
Entre os principais pontos está o pagamento, em 18 de setembro de 2026, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos valores referentes ao Super Caixa e de um abono de R$ 3 mil por empregado, condicionado ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) em 2026, sendo que este índice já foi atingido. Portanto, o ano será pago a todos os empregados.

Participação da Caixa no Saúde Caixa
A proposta prevê a ampliação da participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, passando de 6,5% para 8%, formalizada em cláusula. Também estão previstas ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027, além da constituição de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano, suas três fontes de renda e a criação de um modelo que destine parte do lucro relacionado à produtividade para o Saúde Caixa.

Por: Comunicação da Apcef (com informações da Fenae)

