Apcef/MS e Sindicato percorrem agências em defesa do Saúde Caixa e o fim do teto de custeio
Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país realizam, nesta terça-feira (9), o Dia Nacional de Luta “Saúde Caixa Sem Teto”. O objetivo da mobilização é intensificar a pressão pelo fim do limite de 6,5% da folha salarial imposto pelo estatuto do banco - teto que restringe os gastos da empresa com a assistência médica de seus trabalhadores.
Em Campo Grande, a Apcef/MS participou da ação junto com o Sindicato dos Bancários, percorrendo as agências e dialogando com a categoria sobre os impactos dessa limitação.

Quando a participação da empresa fica limitada, os afetados são os usuários do plano, com:
- - aumento das mensalidades;
- - dificuldades para manter a qualidade da assistência;
- - ameaças aos direitos dos aposentados;
- - restrição do benefício pós-emprego para admitidos após 2018.
“Nossa luta é pela sustentabilidade do Saúde Caixa, pela manutenção dos seus princípios históricos (solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo) e pela garantia de acesso para empregados da ativa, aposentados e futuros aposentados", ressalta o presidente da Apcef/MS, Everton Espíndola.
Everton ainda alerta para as graves consequências das constantes reestruturações da Caixa sobre a saúde física e mental dos trabalhadores, enfatizando que a discussão em torno do plano de saúde deve ir além do fim do teto orçamentário.
“Precisamos construir um modelo que garanta uma gestão eficiente e suficiente para atender os 257 mil usuários do Saúde Caixa. Discutir o valor das mensalidades é fundamental, mas a acessibilidade financeira perde o sentido se o trabalhador não tiver atendimento médico em sua região, como ocorreu recentemente em Dourados. Por isso, convocamos todos a se engajarem ativamente nessa defesa", destacou o presidente da Apcef/MS.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Rodrigues, reforçou a importância da união da categoria não apenas pelo fim do teto de custeio, mas também contra os fatores cotidianos que adoecem os trabalhadores.
"É fundamental que cada trabalhador e trabalhadora esteja ao nosso lado, porque a nossa saúde vem em primeiro lugar. Hoje, infelizmente, temos um número muito alto de colegas afastados e adoecidos por causa das metas abusivas impostas pelos bancos, que são totalmente irreais”, pontuou a presidenta do SEEBCG-MS, Neide Rodrigues.
A renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa está prevista para agosto deste ano.
Por: Comunicação da Apcef/MS

